Este blog surgiu em 2009 com o intuito de relatar uma "Viagem Incógnita" que teve início com um bilhete só de ida para a Tailândia. Uma viagem independente, sem planos, a solo, que duraria quatro anos. Pelo meio surgiu um projeto com crianças carenciadas do Nepal que viria a resultar na criação da Associação Humanity Himalayan Mountains. Assim, este blog é agora dedicado a esta outra "viagem", de horizontes longínquos, no Nepal.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Projeto HHM no Nepal em 2017

Esta publicação relata as ações desenvolvidas este ano pela Associação Humanity Himalayan Mountains, fundada em março de 2016 na sequência de um projeto já existente e que pretende capacitar para um futuro melhor crianças desfavorecidas do Nepal.
Nenhum membro associado se deslocou ao país em 2017, pelo que a presença de quatro voluntários portugueses que aí permaneceram por largos períodos de tempo, no decorrer do ano, assumiu particular relevo na mediação de informação, na recolha e envio de material, nas deslocações às aldeias e escolas das crianças e em diligências várias relacionadas com o projeto, no terreno.
O primeiro destes voluntários foi o Tiago Monteiro, um jovem de 20 anos à procura de novos desafios na vida, que decidiu aventurar-se sozinho, pela primeira vez, numa viagem até à Ásia. Uma atitude, aliás, apanágio dos voluntários em geral, prontos para desvendar outras culturas e para deixar uma marca positiva num projeto de ajuda ao próximo.

O Tiago foi o único destes voluntários que conheci pessoalmente, antes da sua partida, e ia incumbido de várias tarefas a que deu início logo à chegada à capital, em finais de março.
Dirigiu-se à escola da Bindi Tamang, em Kathmandu, para regularizar despesas com propinas e material escolar e até conseguiu comunicar com a sua mãe adotiva sem perceber uma palavra de nepalês (nem ela de inglês...).
Em Pokhara, distribuiu pelas treze crianças do lar New Vision os presentes que levou em mão oferecidos pelas anteriores voluntárias, Rita Martino e Sofia Moura, que assim quiseram mimar as crianças que haviam conhecido no ano anterior. É visível nas fotos a alegria dos miúdos ao receberem os brinquedos e o modo carinhoso como acolheram o Tiago.
E tal como as referidas voluntárias, o Tiago também serviu de ponte para o intercâmbio de mensagens entre crianças portuguesas e crianças nepalesas, levando os postais de umas e trazendo os de outras. Os alunos de uma Escola Básica portuguesa, na zona de Sintra, que realizaram os postais, participaram ainda numa angariação de fundos através de pulseirinhas oriundas do Nepal cuja receita, num total de 65€, reverteu a favor das crianças órfãs e carenciadas deste país, apoiadas pela Associação.
O Tiago deslocou-se também a duas aldeias onde existem crianças apoiadas pelo Projeto HHM. Primeiro foi ao sul do país, de autocarro, na companhia da Jyoti, que preside o lar das crianças em Pokhara e é oriunda da região, para prestar apoio ao Suraj Tamang que vive com a avó. E uma vez que a aldeia desta criança se encontra perto de Lumbini, aproveitou para visitar este emblemático local do nascimento de Buda.
Mais tarde deslocou-se, de mota, com um dos coordenadores nepaleses do Projeto, à aldeia de Panchase, localizada numa montanha nos arredores de Pokhara, onde vivem com a mãe, viúva, duas pequenas crianças, o Bijan e o Bishwas Nepali. As obras na estrada e a chuva torrencial que se fizera sentir dias a fio dificultaram imenso o acesso à aldeia. Mas lá se encontraram com a mãe dos miúdos na escola onde procederam à regularização das propinas e entregaram material escolar a estas e outras crianças.
De seguida, ainda fizeram compras na mercearia para entregar à família dos miúdos. As duas crianças mencionadas são patrocinadas pela amiga conterrânea Maria Barros e o seu grupo de amigos na Suíça, cujos donativos proporcionaram ainda a aquisição de bens de primeira necessidade.
Esta deslocação a Panchase teve igualmente o intuito de prestar auxílio ao Nirmal Nepali, criança órfã de nove anos que vive com os avós paternos, patrocinado pela família Baptista, a família de uma sócia fundadora da Associação HHM.
O Tiago demonstrou o seu empenho em prol do nosso projeto com as crianças ao longo dos 3 meses que permaneceu no Nepal, realizando todas as tarefas que lhe foram solicitadas com especial dedicação, não se coibindo de partilhar das básicas condições em que vive a maioria do povo nepalês, nomeadamente aquando da sua deslocação a aldeias remotas do sul do país. Este caráter de adaptabilidade e uma mentalidade aberta a outras culturas, partilhado por outros dos nossos voluntários, é fundamental no perfil daqueles que se envolvem neste tipo de trabalho em países como o Nepal.
Também acompanhou o percurso escolar do Khusal Dhamal, rapaz de 13 anos que vive em Pokhara com a mãe, patrocinado pelo amigo inglês Ali Greenshields, e ainda fez um pequeno trekking pelo Annapurna, antes da sua partida.
O lar de crianças em Pokhara, totalmente suportado pela HHM, contava no início do ano apenas com cinco crianças/adolescentes:
- Alisha Gurung, de 19 anos, filha mais velha da Jyoti, a frequentar o 11º ano, patrocinada pela amiga Marlene Schlenker, alemã, que conheci neste mesmo lar há uns anos.
- Jasmine Gurung, 16 anos, filha mais nova da Jyoti, a frequentar o 10º ano, patrocinada pela amiga e sócia Maria Adelaide Silva.
- Shanti Nepali, 6 anos, 1ª classe, órfã, patrocinada por mim própria, fundadora da HHM.
- Rajendra Nepali, 9 anos, 3ª classe, filho de pais alcoólicos, patrocinado pela amiga e sócia Beta Cardoso que se deslocou comigo ao Nepal no ano transato.
- Renu Nepali, 5 anos, infantário, sobrinha do Rajendra, vivia com a mãe, de saúde debilitada e parcos recursos económicos, que a entregou ao lar. Patrocinada por Fernando Lemos, familiar de uma amiga e sócia da HHM.
Em meados de abril festejou-se a entrada do Novo Ano nepalês de 2074! Em termos escolares isto significa também o término de um ano letivo e o início de outro, após um breve período de férias.
E foi durante este período que novas crianças chegaram ao lar New Vision, agora que ele voltara a funcionar em pleno depois de ver reconhecida na justiça a sua legitimidade em continuar a exercer as suas funções de apoio e acolhimento de crianças órfãs e carenciadas do país. Lar este presidido por uma mulher nepalesa, lutadora e determinada, a Jyoti.








Primeiro deu-se o regresso do Suraj e da Bindi Tamang que já haviam vivido neste lar. Infelizmente, não ficaram por muito tempo.
A vida destas duas crianças foi atribulada após o fecho temporário do lar em 2015, tendo elas voltado às aldeias de origem, neste caso para ficarem com a avó do Suraj que vive em condições muito precárias no sul do país. A Bindi não se adaptou e foi viver com a mãe adotiva para Kathmandu. Continuou com problemas de adaptação na escola e tanto ela como o Suraj já revelavam dificuldades de concentração nos estudos para além de comportamentos irregulares. Com receio de já não ter mão neles e descontente com o seu insucesso escolar, a Jyoti achou por bem restituí-los à família nas férias do Dashain, após cinco meses de permanência no lar.
Outras crianças chegaram ao lar, algumas das quais também não permaneceram após o festival de Dashain, em outubro. Foi o caso do Kshitiz Tamang, de 12 anos e da Sneha Joshi, de 10 anos, crianças oriundas de zonas destruídas pelo terramoto de 2015. É a Jyoti que preside o lar e tem os seus critérios para as crianças que permanecem consigo, tendo eles a ver com o sucesso escolar e o comportamento. Ela prefere aceitar crianças pequenas por forma a educá-las à sua maneira e conseguir ainda incutir-lhes regras, algo que considera já difícil quando as crianças vêm para o lar mais crescidas. Ainda assim, dá-lhes o "benefício da dúvida" para tentar ajudar aqueles que lhe pedem auxílio. A associação, por norma, não interfere nas suas decisões, é ela que cuida das crianças todos os dias.
As novas crianças que vieram para ficar no lar New Vision, frequentando todo o novo ano escolar em Pokhara, foram:
- Sagar Gurung, de 5 anos. Abandonado pelos pais que se separaram, ficou à guarda de uma tia com dificuldades económicas que pediu ajuda a este lar de crianças em Pokhara. Entrou para o infantário. Viria a ser apadrinhado por um casal amigo que prefere o anonimato.
- Gyanu Maya, 7 anos, 2ª classe. Separada dos pais desde os 2 anos de idade, vivia com familiares numa casa que foi totalmente destruída pelo terramoto de 2015, tal como a sua escola e a maioria da aldeia, Dhading, onde os danos da catástrofe foram elevadíssimos. A família pediu ajuda à Jyoti que, na altura da catástrofe, havia visitado aquela localidade.
- Laxman Pariyar e Ram Pariyar, de 5 anos, gémeos. Devido a graves problemas em família disfuncional, as crianças fugiram de casa para viver na rua. Foram entregues ao lar New Vision pelos serviços sociais. Entraram para o infantário.

- Mais tarde, seria entregue no lar uma pequena criança cujos contornos de vida permaneceram desconhecidos por um tempo. Após averiguações, a Jyoti descobriu tratar-se de Aman Pariyar, de 4 anos de idade que, abandonado pelos pais que seguiram vidas diferentes, estava ao cuidado de uma avó que lhe batia constantemente. Foi um vizinho, testemunho dos maus tratos a que o miúdo era sujeito e das pobres condições em que vivia, que pediu ajuda à Jyoti para tomar conta dele. Não frequentou a escola.

Estas 4 crianças (Gyanu, Laxman, Ram e Aman) necessitam de um padrinho ou uma madrinha, ou seja, alguém que queira dar um contributo para as suas despesas escolares e alimentares. A Associação estipulou o valor simbólico de 320€ anuais para cada, quantia que pode ser paga em 3 prestações. Para mais informação consulte p.f. a página:

Em meados de agosto chegou ao Nepal a Elsa Moura para permanecer dois meses a fazer voluntariado no projeto da Associação HHM. A Elsa pareceu adaptar-se prontamente à nova cultura e mostrou-se ávida em absorver o máximo que lhe  fosse possível. Tudo para ela se revelou encantador e enriquecedor.
Para além do acompanhamento diário das crianças do lar, visitou aldeias no sul do país com a Jyoti e também uma aldeia de montanha, na zona de Parbat, onde habita uma das crianças do nosso projeto, a Susma Nepali, de 9 anos, e que é patrocinada por uma amiga alemã que conheci na sequência desta "viagem incógnita", a Brenda Nolden.
O depoimento que nos enviou após esta visita merece aqui ser citado: «Regressei ontem da aldeia. Adorei a experiência. As paisagens são de cortar a respiração e as pessoas são muito atenciosas. Gostaria de agradecer esta oportunidade de poder experienciar condições de vida tão diferentes do que nós achamos comum. Permite-nos sair da nossa pequena bolha e crescer mais um bocadinho. Fiquei deslumbrada com a aldeia. Obrigada». E é isto mesmo que pretendemos proporcionar aos voluntários que participam no projeto da HHM no Nepal!
Antes de deixar o Nepal, no final do mês de outubro, a Elsa ainda assistiu à visita de um grupo de 14 viajantes portugueses, membros da Associação Juvemedia, guiados pela Susana Serra que me pedira para dar uma ajuda na organização da viagem que deveria ter também uma vertente social. Assim, aquando da estadia em Pokhara, o grupo visitou o orfanato e distribuiu roupas, brinquedos e material escolar pelas crianças, para além de um generoso donativo que entregou diretamente à Jyoti, a mãe de acolhimento do lar New Vision.
O grupo visitou ainda a escola das crianças onde assistiram à formatura dos alunos, antes do início das aulas. Foi mais uma ótima presença lusa no projeto HHM no Nepal, em 2017.
No início de novembro chegou a Sónia Silva e, uma semana depois, a jovem Joana Carreira. Tal como acontece com todos os voluntários, foram recebidas pelos nossos assistentes no aeroporto internacional de Kathmandu e encaminhadas para Pokhara, de autocarro, no dia seguinte, depois de uma noite em hotel na capital.
Em Pokhara, ficam alojados em Casa de Hóspedes pois as leis nepalesas não permitem que os voluntários pernoitem no lar das crianças. Daí também os custos deste voluntariado.
Os meses de outubro e novembro, altura em que a monção já findou e os cumes nevados se revelam nítidos e imponentes, são considerados época alta no Nepal e os preços do alojamento turístico disparam. No entanto, os valores do programa de voluntariado mantêm-se os mesmos durante todo o ano. Assim, estas duas voluntárias tiveram a sorte de se deparar com os picos brancos dos Himalaias, e em especial a montanha Fishtail, logo à sua chegada a Pokhara.
Após o pequeno-almoço, servido na Casa de Hóspedes, os voluntários dirigem-se para o lar das crianças, a uma curta distância a pé. Aí, dão início às suas atividades dando apoio às crianças que se preparam para ir para a escola onde devem estar às 10 horas: servir a refeição matinal das crianças, supervisionar a sua higiene oral, ajudar nos trabalhos de casa por realizar, verificar o material a colocar na mochila, ajudar a pentear, calçar e a vestir o uniforme escolar, acompanhá-las à escola...
Depois regressam ao lar onde ajudam a mãe de acolhimento das crianças (e que acumula esta função com a presidência do lar), a Jyoti, nas suas lides domésticas. Podem, igualmente, dar uma mãozinha na pequena horta anexa à casa e que tem sido bastante produtiva e servida à mesa na confeção do dal bhat. E é precisamente este prato típico nepalês que auxiliam a preparar para degustar, em seguida, no almoço com a Jyoti.
As crianças comem na escola onde permanecem até cerca das 15 ou 16 horas, altura em que o voluntário as deverá ir esperar para as conduzir de regresso ao lar. Este acompanhamento é importante, principalmente quando há crianças pequenas envolvidas.
Quando as crianças regressam da escola, mudam de roupa ao chegar a casa, comem qualquer coisa, como uma peça de fruta ou bolachas, e fazem os trabalhos de casa. O voluntário terá aqui a oportunidade de ensinar Inglês, ajudar nos trabalhos escolares e conduzir programas criativos como jogos, música, arte, desenho, pintura. A atenção e o carinho demonstrados é algo extremamente importante para estas crianças que, na sua maioria, já conheceram graves privações ou sofreram grandes tragédias na sua breve vida.
Assim, o voluntário da Associação HHM não necessita de habilidades ou qualificações específicas a não ser ter uma mentalidade flexível, espírito de adaptação, ser prático, auto-motivado e aberto à aprendizagem de uma nova cultura, certamente bem diferente da sua. Deve também contar com o imprevisto que tanto abunda como surpreende, no Nepal.
Tudo isto experimentaram a Sónia e a Joana que também e tão bem souberam mimar os miúdos com os seus cozinhados e doçarias, presentes e brincadeiras, em passeios e piqueniques nos tempos livres.

Para além desta vertente de apoio no lar das crianças em Pokhara, as voluntárias tiveram igualmente a oportunidade de experimentar a outra vertente do nosso projeto que dá assistência a algumas crianças e escolas de aldeias nos arredores. Os programas de voluntariado superiores a duas semanas incluem, por norma, a visita a pelo menos uma aldeia.
Desta feita, a Sónia e a Joana deslocaram-se a Ghachok, aldeia nas imediações de Pokhara, onde ficaram alojadas em casa de habitantes locais, tendo assim a possibilidade de vivenciar a vida rural nepalesa e os rituais deste povo que tão bem acolhe os visitantes.
A escola que apoiamos há já uns anos foi erguida pela determinação de alguns membros da comunidade local, incluindo o seu atual diretor, para dar novas oportunidades de vida às crianças daquela zona, todas elas provenientes de castas baixas.
Os voluntários podem ensinar Inglês na escola ou participar noutras atividades, como aconteceu com a Sónia e a Joana que limparam e pintaram a sala dos computadores. 
A Sónia prestou um mês de voluntariado e foi incansável no envio de informações e de fotos, algo tão precioso para quem está longe, cheia de saudades e a torcer para que tudo corra bem. Tal como outros voluntários, decidiu contemplar mais de perto os Himalaias, num pequeno trekking na região de Pokhara, antes do regresso a Portugal.
A Joana ficaria 3 meses e teve, assim, a oportunidade de visitar outra aldeia onde existem crianças do projeto HHM. Sempre que exista um familiar ou pessoa idónea responsável, a criança é apoiada junto desta família, na aldeia onde nasceu. Tratou-se da deslocação à escola de Panchase, no final de 2017, para regularizar as despesas de educação dos pequenos Bijan e Bishwas Nepali, órfãos de pai, que continuam a ser ótimos alunos. Tal como anteriormente o Tiago, percorreu de mota, com um coordenador do projeto no terreno, os péssimos acessos que existem para esta aldeia.
Por sua iniciativa, a Joana decidiu fazer um levantamento das necessidades mais prementes do lar das crianças em Pokhara e lançou uma campanha de angariação de fundos entre os seus familiares e amigos. Conseguiu angariar a verba de mil euros para a compra de colchões, cobertores, materiais para reparar os beliches, tintas para pintar os quartos, casacos quentinhos para as crianças e ainda doou um computador à escola que elas presentemente frequentam. Os dormitórios do lar ganharam brilho e mais aconchego. Grandioso presente em época de Natal!
Relembro que, a partir dos problemas surgidos no final de 2015, o lar New Vision passou a depender inteiramente da Associação HHM para todas as necessidades básicas das crianças como a alimentação, saúde e higiene, despesas escolares, assim como para o aluguer do edifício em que funciona e demais despesas. Tendo em conta que o nosso projeto abraça outras crianças desfavorecidas que vivem em aldeias remotas (sem falar dos muitos apelos de ajuda que recebemos e para os quais não temos resposta), as verbas da Associação HHM revelam-se insuficientes para fazer face a tudo isto da forma que seria ideal.
Valemo-nos das quotas dos poucos sócios que somos ainda, de alguns patrocínios de crianças (um valor simbólico por cada uma que cobre cerca de um terço dos custos reais), do contributo do voluntariado, de algumas vendas de pinturas, calendários ou artigos nepaleses que vamos realizando e dos donativos de alguns amigos que tão amavelmente nos vão dando a mão.
Aproveito para aqui salientar o espaço «Poção Mágica», em Caldas da Rainha, que por várias vezes reverteu parte da receita dos seus workshops "amigos do ambiente" a favor da Associação Humanity Himalayan Mountains. E a empresa austríaca Hans&Flex que, esporadicamente, nos envia o seu donativo para ajudar as crianças.
Para além da Fundação Lapa do Lobo que nos tem assegurado o apadrinhamento de três crianças do lar New Vision, não temos qualquer patrocínio de outras entidades ou empresas portuguesas que nos permitam, de modo mais eficaz, levar a cabo esta nossa missão de proporcionar uma educação de qualidade a crianças desfavorecidas do Nepal, na sua maioria órfãs e pertencentes a castas baixas, e dar o apoio adequado a quem delas cuida.

Este ano, o patrocínio de crianças distribuiu-se da seguinte forma:


padrinho/madrinha
Sponsor
Criança
Child
 1.
Maria Barros e amigos
Bijan Nepali, Panchase
 2.
Maria Barros e amigos
Bishwas Nepali, Panchase
 3.
Família Baptista
Nirmal Nepali, Panchase
 4.
Brenda Nolden
Susma Nepali, Parbat
 5.
Ali Greenshields
Kushal Dhamal, Pokhara
 6.
Lya
Shanti Nepali, lar NV
 7.
Marlene Schlenker
Alisha Gurung, lar NV
 8.
Maria Adelaide Silva
Jasmine Gurung, lar NV
 9.
Beta Cardoso
Rajendra Nepali, lar NV
10.
Fernando Lemos
Renu Nepali, lar NV
11.
M&E
Sagar Gurung, lar NV
12.
Fundação Lapa do Lobo
Kshitiz Tamang, lar NV
13.
Fundação Lapa do Lobo
Bindi Tamang, lar NV
14.
Fundação Lapa do Lobo
Suraj Tamang, lar NV

Ficaram por apadrinhar: a Sneha Joshi, a Gyanu Maya, os gémeos Laxman e Ram Pariyar e o pequenito Aman Pariyar. Uma vez que algumas crianças saíram do lar em outubro, procederemos a ajustes relativamente aos apadrinhamentos no próximo ano, prevendo-se a entrada de mais crianças no lar.
De resto, todos os agradecimentos e novidades em relação ao nosso projeto no Nepal vão sendo atualizados na página do Facebook da Associação, ao passo que este blog, totalmente dedicado, nos últimos anos, à missão que foi fruto da minha "Viagem Incógnita" pelo oriente, vai, por ora, ficar por aqui.

Por fim, e para que esta missão possa ter continuidade, reitero o apelo de ajuda a todos quantos nos queiram acompanhar nesta jornada humanitária de levar mais oportunidades a crianças carenciadas de um dos países mais pobres do mundo. Formas de ajudar: tornar-se sócio da Associação HHM, patrocinar uma criança, participar no programa de voluntariado, encomendar uma pintura de um artista nepalês, fazer um donativo ou, simplesmente, expressar palavras de incentivo! 😊

Contacte-nos para info@humanity-himalayan-mountains.pt ou consulte o n/ website. Namastê!